ago 302010
 

Resolvi começar este guia de música com o grande violonista espanhol Andrés Segovia (1893-1987). Nascido em Linares, na Espanha, começou a tocar violão aos 6 anos de idade e dedicou toda a sua vida à música. É considerado o grande divisor de águas do violão: há o violão antes de Segovia – um instrumento de música popular, relativamente desprezado pelos compositores – e o violão depois de Segovia, que com sua elaborada técnica e percepção musical, transformou-o  em instrumento de concerto. É considerado, assim, o pai do violão erudito. Villa-Lobos dedicou-lhe os famosos 12 Estudos. Manuel Ponce (mexicano) e  Castelnuovo-Tedesco (italiano) também escreveram obras especialmente para ele.

Segovia foi também o mestre de grandes violonistas da atualidade, como o australiano John Williams, que chegou a se mudar para a Espanha para estudar com ele. Em reconhecimento à sua incomensurável contribuição à música, foi elevado à nobreza espanhola, com o título de Marquês de Salobreña.

Tem uma extensa discografia, gravou muitos discos até bastante idoso. Aqui vocês irão ver o mais importante violonista do Século XX, uma vida inteira dedicada à arte:

Isaac Albeniz: Asturias (Leyenda)

 

Frederico Moreno Torroba (1891-1982): Suite Castellana, I. Fandango.

 

Villa-Lobos: Prelude no. 1 in e minor

 

J.S. Bach: Violin Sonata BWV 996-Saraband & Violin Partita BWV 1006 – Gavotte en Rondeau

 

Manuel Ponce: Ballet

 

Domenico Scarlatti: Sonata

 

J.P. Rameau: Minuet

 

Isaac Albeniz: La Torre Bermeja

 

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  5 Comentários para “Andrés Segovia”

Comentários (5)
  1. eis o musico:segóvia.

  2. Uma das coisas que mais me marcou em relação à música (na verdade, em relação à vida mesmo) tem relação direta com o Mestre Segovia. Eu havia decidido estudar violão clássico (parei pouco depois, por falta de tempo e de talento) e estava com dificuldades nas posições e na velocidade da mão esquerda. Observei que os poucos conhecidos que tocavam com alguma destreza tinham dedos mais alongados que os meus e isso me fez acreditar que essa “limitação fisíca” poderia prejudicar meu desenvolvimento e justificar minhas dificuldades. Quando comentei a esse respeito com meu professor, ele contestou, mas eu não me convenci. Na aula seguinte, logo no início, ele me entregou uma folha de papel. Olhei e não entendi: tratava-se de uma fotocópia em preto-e-branco de uma mão pequena, com dedos bastante curtos e um pouco gordos. Fiz cara de interrogação, ao que meu professor simplesmente disse: “Essa é a mão do Segovia.”

    • Pois é, as limitações físicas podem ser superadas. O talento não. O seu comentário remete a um livro (de ficção ou parcialmente) que pretendo comentar nesse espaço virtual, do austríaco Thomas Bernhard, em que o imenso talento do pianista erudito canadense Glenn Gould faz um colega de curso mergulhar num precipício duradouro de inveja e de complexo de inferioridade …

  3. Olé, que maravilha.

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