set 282010
 
Por Liu Yao Wen

Qual seria a sua resposta se um amigo, amante de aventuras, convidasse-o para passar uma semana em Bariloche, na Patagônia Argentina, não para esquiar, fazer compras, ou tomar chocolate quente, mas para pedalar de bicicleta por 5 dias nos arredores desta linda cidade turística ?

Lago Nahuel Huapi. Foto: Alex Brugger

Imagino que a resposta seria “Nem pensar!!”, não sou biker, nem tenho condicionamento físico para isto. Bom, eu e mais cinco companheiros malucos toparam: a minha esposa que não pratica esportes regularmente, o Juca que corria regularmente, mas começava a andar de bicicleta, o Robertão com o seu habitual excesso de peso e escassez de preparo físico, o Menê, cinquentão, fumante inveterado desde os 18 e que não pedalava fazia 30 anos e finalmente o mais corajoso de todos, Serginho, sessentão, miudinho, sedentário e que comprou uma mountain bike top de linha um mês antes para enfeitar a sala de estar de sua casa (se usou três vezes foi muito) e finalmente eu, um atleta cara de pau, que vive se metendo em enrascadas sem o mínimo de preparo ou experiência prévia.

Acredito que esta turma criou coragem para a semana de bicicleta porque conhecendo os outros companheiros de viagem devem ter pensado: Se eles conseguem, eu também consigo….

O Serginho no dia do embarque estava em dúvida se ia embarcar junto ou não, mesmo com tudo pago e o Menê perguntando o tempo todo se ia ter um carro de apoio para leva-lo caso não aguentasse.

Era início de outono e, com exceção de pacotes turísticos, saindo de São Paulo não há vôos diretos para Bariloche. Optamos então pela Aerolineas Argentinas que na época tinha o melhor preço da passagem e com uma escala em Buenos Aires. É importante anotar que conexão é feita entre aeroportos diferentes, Ezeiza internacional e Aeroparque para vôos internos. Recomendo que usem os transportes oferecidos pelas diversas agências dentro do próprio aeroporto, já que a companhia aérea não se responsabiliza por este deslocamento. Mas não há nada de complicado nisso, já que não tivemos que levar as bikes: elas foram alugadas de uma empresa especializada em Bariloche.

Chegada em Bariloche

Chegamos em Bariloche 2 dias antes do pacote de bike contratado na Dirty Bikes. Aproveitamos esses dias para conhecer o Cerro Tronador (contratamos uma operadora de turismo local):

Cerro Tronador, local onde se se ouve as avalanches causadas pelas rupturas dos glaciares.

E a lindíssima cidade de San Martin de los Andes passando pelo imenso Lago Nahuel Huapi, pela Villa La Angostura e pela inesquecível estrada dos 7 lagos (alugamos 2 carros para este passeio):

Vista panorâmica da estrada que leva a San Martin de los Andes.  Foto: Fainmen.

Lago Traful, um dos 7 lagos da estrada.  Foto: Fainmen.

Primeiro dia dos passeios de bike – Cerro Otto e descida noturna:

Finalmente chegou o mais esperado dos dias, o início dos passeios de bike. A van da Dirty Bikes chegou carregada com 6 mountain bikes praticamente novas, com o tamanho e regulagens adequadas as nossas medidas, enviadas anteriormente por meio de um extenso questionário que continham perguntas sobre a saúde, condicionamento físico, além de preferências pessoais. Todas equipadas com 24 marchas, suspensão dianteira, freios a disco e o mais bacana de tudo, com o nome de cada um no quadro.

Início do passeio. Todo mundo animado e curtindo as bikes personalizadas.

O primeiro passeio é realizado no topo do Cerro Otto, mais conhecido pelo teleférico panorâmico, confeitaria giratória e Piedras Blancas, local do ski-bunda, realizado nos meses de inverno, coberto de neve.

A trilha é praticamente plana e bem curta, ideal para se adaptar e avaliar o condicionamento físico e a habilidade de cada um com as bikes. A vista lá de cima do Cerro é impressionante: a cordilheira dos Andes de um lado, a estepe de outro e lagos em todas as direções.

Uma das vistas da primeira trilha.

Aproveitamos o entardecer para tirar lindas fotos nos arredores do refúgio Berghof ao lado da casa do lendário Otto Meiling (alemão, pioneiro em desbravar os maiores picos da região), hoje um museu. O refúgio Berghof, onde jantamos não há energia elétrica.

Casa que foi de Otto Meiling

Curtindo o anoitecer

Vista da Cidade de Bariloche ao anoitecer

Quando anoiteceu, nos reunimos no interior do Refúgio e iluminados por luz de velas, tivemos um ótimo jantar, sendo apresentados aos deliciosos embutidos patagônicos.

No final do jantar quando já estávamos extasiados pelas surpresas do primeiro passeio, a surpresa maior: Foi entregue uma lanterna para ser colocado na testa de cada um através de uma tira (como os usados em cavernas) e acendido as lanternas dos guidões das bikes, era hora de descer os 600 metros de desnível do Cerro Otto na maior escuridão.

Foi muito emocionante ver todo mundo descendo o morro com confiança e na maior escuridão. O meu medo era de alguém perder o controle, sair da estrada e despencar lá de cima e todo mundo atrás seguindo o infeliz….

Segundo Dia, Valle Del Ñirihuau:

Acordamos cedo no dia seguinte em nossa pousada na beira do lago Nahuel Huapi e enquanto aguardávamos a van da Dirty Bikes tiramos umas belas fotos e andamos pelos arredores.

Pousada na beira do lago Nahuel Huapi. Foto: Gaby Kaminsky

Depois de um curto percurso em nossa van, chegamos ao vale do Rio Ñirihuau, com imponentes cerros e bosques à vista. Cruzando remotas paisagens de campo, pedalamos em direção ao Cerro Las Buitreras, com suas impressionantes torres de pedra vulcânica. Este cerro é famoso por ser o lugar preferido do cóndor andino para fazer seu ninho.

Chegamos na Estancia La Esperanza, exatamente no horário do almoço. La Esperanza é uma estância ativa com sua produção de gado e atividades turísticas. Gerd Hickmann, nosso anfitrião – nascido na Alemanha, é hoje um adotivo da Patagônia. Naquele local lindo, tivemos um almoço de assados no estilo patagônico regado a muito vinho argentino.

No fim da tarde, depois de relaxar e curtir a estância, os que tinham melhores condições físicas seguiram em mountain bike por mais alguns quilômetros, os demais seguiram na van.

Terceiro dia, Vale do Rio Manso:

Dia seguinte rumanos ao sul, pelas bordas do Parque Nacional Nahuel Huapi. O percurso é peculiar, beirando vários lagos e cadeias montanhosas, cobertas por densos bosques nativos. Depois de uma hora e meia de viagem de van, chegamos ao Valle do Rio Manso Inferior, dentro do Parque Nacional. O começo do passeio é um fantástico percurso por trilhas nas margens do Manso, unindo as duas passarelas que cruzam o rio. Após poucos quilômetros no plano, uma subida bem íngreme e depois só descida. Esta sensação de amplitude e liberdade é inesquecível.

Primeira passarela do Rio Manso, início do passeio.

Início da descida ao vale do rio Manso.

Esta cena: céu azul, montanhas colossais ao fundo e muito verde. Isto é um sonho para qualquer ciclista.

Na segunda passarela chegamos a base de uma operadora de rafting onde almoçamos e nos preparamos para entrar na água. O rio Manso, alimentado pela neve dos conjuntos montanhosos da região, leva suas águas cristalinas de degelo em direção ao Oceano Pacífico. Dependendo da época, as quedas no seu percurso chega até o nível 3 e levados pela correnteza chegamos de bote até a divisa com o Chile.

Acredite, era o nosso grupo mesmo e a água mais gelada da minha vida, mas quem disse que dava pra sentir frio…

Depois da tormenta a calmaria. Retornamos à base na Argentina de van e fomos recebidos por um delicioso jantar de churrasco argentino.

Chegamos a pousada bem a tempo de curtir o por do sol tingindo as nuvens sobre o Lago Nahuel Huapi.

Quarto dia, Cerro Catedral:

Emoção que não acaba mais, é dia de subir ao internacionalmente famoso Cerro Catedral que é o principal centro de esqui da América Latina. Fica a 22 km de distância do centro de Bariloche e conta com 70 km de pistas, 40 meios de elevação, além de 15 restaurantes.

Como todo mundo já está bem treinado e adaptado as suas bikes, este dia é o mais técnico de todos. Pegamos uma trilha cruzando as bordas do cerro, descendo até o belo Lago Gutiérrez – suas cores de um azul profundo contrastam com as montanhas de estepe na margem oposta, e também com o imenso bosque nativo aos nossos pés.

Foto: Oisin Mulvihill

O circuito é variado, desde trechos muito rápidos, com suaves inclinações, a trilhas travadas, onde passamos por raízes e pedras. Para não dizer que o passeio eram só flores….

Carregar a bike não era problema, problema era pedalar naquele percurso.

Nossas meninas descansando no Lago Gutiérrez

Ao chegar ao lago, paramos para descansar na Hostería El Retorno – às margens do Lago Gutiérrez, tomamos um “refrigeiro” ou o famoso chá de El Retorno enquanto apreciavamos o mágico visual.

Na parte da tarde seguimos de van até um teleférico onde curtimos a linda vista de Bariloche:

Último dia, Rio Límay:

No meio da Estepe Patagônica, margeando o Rio Límay que em Língua Mapuche significa cristalino, pedalamos por 26kms onde desfrutamos de paisagens magníficas. Alimentado pelo Lago Nahuel Huapi, o rio é verdadeiramente belo , suas águas de cores turquesa e esmeralda serpenteiam abaixo das torres e cerros, picos pontiagudos e um sem-fim de álamos(árvores típicas).

Vale Encantado Rio Limay. Foto: Nicolás Lope de Barrios

Dá para descrever a cor da água?

Aqui começamos a pedalar por um caminho de terra que nos leva por granjas e estâncias. O caminho é bem conservado e limpo, mesmo que de terra.

Foto: Humberto Terenziani

Eu poderia pedalar nesta estrada por toda a vida e não me cansaria, tal a diversidade de paisagens:

Pablo nosso guia cumprimenta outro grupo de ciclistas no caminho. Relembrando este momento, como seria bom poder pedalar com os meus amigos até a idade destes senhores…

Chegando a uma granja.

Rio Límay e Álamos ao fundo.

Com gigantescos álamos ao fundo, final de pedalada depois de cinco dias inesquecíveis. No almoço fomos apresentados ao verdadeiro cordeiro patagônico.

À noite, o nosso jantar de confraternização foi na Cervejaria Blest, regado a muita cerveja e comida alemã.

Relembrando a viagem, revendo estas fotos posso afirmar com convicção de que o que inicialmente parecia o maior programa de índio, tornou-se umas das melhores viagens de nossas vidas pela diversidade de paisagens, sensação de liberdade e amplitude dos microclimas de Bariloche, sem falar na qualidade da comida e dos vinhos. Nenhum de nós deixou de fazer qualquer um dos passeios por falta de preparo físico (ninguém estava realmente em forma) e todos ficamos com a certeza de que qualquer pessoa que goste de natureza e de ar livre irá amar este passeio, independente de ser ciclista ou não. O que parecia uma entediante seqüência de cinco dias de bicicleta, foi na verdade uma grande surpresa atrás de outra, com um dia totalmente distinto do outro e não menos emocionante. A operadora Dirty Bikes nos proporcionou profissionalismo, confiança e equipamentos de qualidade e gostaria em nome da turma toda agradecer especialmente, mesmo que tardiamente, os guias Pablo e Silvina pelo carinho e atenção a todas as nossas necessidades e demandas.

A minha contribuição na seção de turismo e aventura deste lindo site é relatar algumas das minhas viagens e realizações pessoais. Através das minhas aventuras, gostaria de inspirar e incentivar os leitores a realizar alguns dos seus sonhos que ficam sempre guardados para um certo dia, mas nunca se realizam. Viagens e aventuras que no senso comum somente pessoas experientes, com muito preparo físico ou com muitos recursos seriam capazes de realizar, espero demonstrar estar ao alcance de qualquer um que tenha vontade e iniciativa.

Informações sobre a viagem: Dirty Bikes
Oferecem tudo o que você precisa para fazer esta aventura num só pacote:
  • Pousada
  • Bikes personalizadas
  • Transporte do e para o aeroporto, além dos passeios diários.
  • Guias especializados
  • Alimentação

Portanto, a única coisa que não deve deixar de trazer do Brasil é o calção de gel e equipamentos de segurança pessoais.

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  41 Comentários para “Aventura de bicicleta em Bariloche”

Comentários (40) Pingbacks (1)
  1. parabéns pelo descritivo! qual época do ano que vocês viajaram? abraço!

    • Ricardo,

      Fomos no final de março ao começo de abril. A temperatura era muito agradável e praticamente sem chuvas. Outra época que eu recomendo é em outubro-novembro na primavera, a temperatura é muito agradável e o visual da natureza mais exuberante. No outono final de maio-junho apesar de lindo (as árvores mudam de cores) já é bem mais frio para passeios de bike. No inverno, faça como todo mundo, vá lá para esquiar.

      Abraço,

      Liu

  2. Essa reportagem veio bem a calhar…, voltei de Ushuaia e El calafate já pensando em Bariloche…Valeu!!

  3. Parabens
    gostei do artigo
    realmente vc leva muito jeito para guia

  4. Liu,
    Parabéns pela matéria. Adorei o roteiro e como você consegue transmitir coragem aos amadores e despreparados. Me identifiquei! E mais incrível: tornar um sonho realizável. Continue escrevendo suas aventuras. Bjs

  5. Achei fantástico o passeio de vocês. Uma maneira emocionante de conhecer Bariloche.
    Parabéns pelas fotos e pelas dicas…Ah! parabéns também pela animação.
    Erica

  6. Liu, show de bola, o passeio e seu relato! Também quero! Vou convencer minha esposa (sendentária praticante) e minhas filhas. Vc indicaria outros roteiros, principalmente no Brasil e em SP?

    • Caro William,
      Aqui no Brasil fiz alguns roteiros magníficos com amigos, mas que requerem mais disposição física e o apoio próprio de carro fornecido por amigos que não se importaram em acompanhar os bikers por horas a fio (Serra da Canastra (68kms) e Travessia Itatiaia – Visconde de Mauá (78kms)). Infelizmente temos ainda o problema de roubos de bikes na nossa cidade. Para a família toda, em nossa região, recomendo levar a turma para Brodowski e passear nas trilhas do horto de Batatais. Os caminhos são seguros, realtivamente planos e bem sombreados por uma floresta de pinho e eucalipto. Fazem 3 anos que temos um grupo de amigos que sai aos sábados à tarde caso se interesse.

      • Liu, gostaria de fazer uma trilha na Floresta Estadual de Batatais, você tem algum roteiro?
        Abraço.

        • Olá Marcelo,

          Eu não conheço a Floresta Estadual de Batatais. O que eu conheço é comumente chamada de Horto Florestal de Batatais. Não existe propriamente uma trilha por lá. O que existe são dezenas de kilometros de estradas e trilhas que percorrem toda a extensão do horto. Como não existe um caminho único, fica complicado te sugerir uma trilha. Mas como sugestão você pode deixar o carro em Brodowski no posto Esso de gasolina na beira da Rodovia (marginal) e sair de bike em direção de Batatais. Tão logo comece uma estrada de terra paralela a rodovia siga por ela passando pelo pedágio. Logo após o pedágio tem um tunel que passa por baixo da estrada. Entre nele e siga pelo caminho de terra à esquerda. Depois é so pedalar a vontade dentro da floresta que tem caminhos bem marcados. Sugiro que leve um GPS de trilha mas não é facil se perder dentro do horto. Basta pedalar até o fim de qualquer caminho que chega em alguma estrada asfaltada. Qualquer dúvida, é só perguntar a outros ciclistas que passam por lá, principalmente aos sábados.
          Bom passeio.

  7. Parabéns . . .!
    Maravilhoso, vcs. me deixaram “em estado de extasis ” ”
    Fico no aguardo de novas aventuras /programas de indio. . .
    Demetrio

  8. Parabens,

    O artigo esta muito legal.
    Vc leva jeito para reporter de aventuras.

    Renato

  9. Liu, quantos amigos vc tem?!
    E QUANDO É A PRÓXIMA?
    Mais um parabéns pra sua lista, beijos, Nancy.

  10. Caro Liu, realmente voce conseguiu me deixar com muita vontade de fazer programas “indígenas” e com um grande arrependimento de não ter estado com voces. Adorei o texto. Quando sai o próximo? Abração.

  11. Meu amigo,
    Fiquei surpreso, nao com usa capacidad e de se superar mas sim com sua capacidade de convencer os outros e fazer com que confirme em seu taco. Lindas fotos. Parabens. Um abraco

  12. Meu irmão fico feliz por ter você como meu irmão, e falar de você para mim é sempre um orgulho, sei do que você é capaz, e de sua competencia.
    continue assim belissima matéria. um abraço.

  13. Liu, parabéns por este artigo tão bem escrito e com lindas fotos. Você realmente nos surpreeende com as suas multiplas qualidades. Me surpreendi positivamente com esta viagem, pois eu msma me acaharia despreparada para tal. Na próxima, nos convide. Que, sabe uma viagem de bike pela Toscana?
    Espero que poste também suas fotos de Cusco e Machu Picchu, pois estão belíssimas! Grande abraço!

  14. Olá Liu!
    Vc. me surpreendeu, pois não conhecia o Liu escritor, Seu relato é estimulante e dá vontade de viajar. Parabéns!
    Bjs
    Silvana

  15. Liu, lindo relato e fotos maravilhosas. Continue nos dando o prazer de conhecer lugares simples e Divinos como os aqui apresentados.

    Em tempo…..
    Na próxima vou com vocês. Ah! Conheço um atalho daquela trilha que também sai de Cerro Otto, mas fica a uns 300 m da chegada, então, ficarei esperando pela equipe na Cervejaria Blest. KKKKKKKKK.

    Um abraço.

    Kelson.

  16. Liu, parabéns… adorei seu diario de bordo, realmente emocionante.. belíssimas fotos.
    Bjs.

  17. Pô meu porque nao me convidou. Linda viagem!!!
    bela descricao e roteiro. Parabens!!!

  18. Liu. Belo trabalho, muito bem estruturado e com fotos lindas.Você é um reporter-escritor nato. Continue. Na próxima aventura me convide, que eu vou…Abs. Rui Flávio.

    • Caro Rui.
      Não sabia do seu espírito aventureiro. Acabamos de voltar, com o Helinho da confraria, de Machu Picchu no Peru. Acredito que você iria adorar ir de Cusco a Machu Picchu de trem. Usamos o “Hiram Bingham”, trem super luxuoso operado pela “Orient Express” com open bar, Brunch, Chá da Tarde e Jantar gastronômico servidos com talheres de prata. Sem falar na degustação de Cheviche na Chevicheria La Mar do renomado chef Gastón, regado a muita cerveja Cusqueña. Da próxima vez eu te convido com certeza. Grande abraço!!!

  19. Liu, este foi um grande relato de um grande amigo… em uma grande (e bela) aventura! Parabéns a todos os corajosos participantes! bjs

  20. Fantástico diário de bordo, num texto sem firulas! Excelentes fotografias! Em resumo: isso é viver!

  21. A Revista é assaz interessante, inclusive para os que são apenas curiosos, mas especialmente para os que querem o exercício do conhecimento envolvendo-se com as coisas finas da cultura diversificada. O editor e demais responsáveis por sua criação tiveram idéia brilhante; criaram e adubaram um terreno de altíssima qualidade razão porquê será, sem dúvida, profícuo, sobretudo pelo fato de terem escolhido e convidado, “a dedo”, suponho, participantes especiais. Você, Liu, é um deles e, nesse aspecto, eles acertaram em cheio! Parabéns ao(s) Editor(es) – parabéns ao Luigi Rotelli (pode ser?)!! E você, Liu, deixe a modéstia de lado, e abra o seu repertório, pois dentro dos objetivos para os quais é voltada a “Entreculturas”, com certeza, a julgar pela amostra, suas contribuições serão magníficas!!

  22. Grande Liu, você tem o dom de envolver as pessoas com suas ricas e belas experiências fazendo-as viajar sem que seus corpos saiam do lugar. Descrição impecável com detalhes suficientes para nos arrancar aquele desejo de viajar e aproveitar a vida. Pedalar em Bariloche, quem diria ?

    Parabéns e MUITO OBRIGADO pois você sempre contribui para que sejamos, cada vez mais, pessoas melhores e mais felizes.

    Aguardo o seu post de Machu-Pichu. Abraços.

  23. Liu
    Vc é um grande escritor. Convenceu me a programar este passeio: lindas paisagens, ótima comida e…………..se voce resistiu até o final tenho certeza que tambem posso.
    Abraços

  24. Meu irmão! Realmente inequecível… E belíssimo o seu artigo! parabens

    • Querido Menê,
      Ainda mais que participamos disto juntos. Foi realmente uma semana memorável, rever as fotos foi como sentir o frescor do ar e o cheiro dos locais por onde passamos novamente. E no final você em nenhum momento precisou ser rebocado além de ser o mais abusado nas descidas. Grande abraço meu irmão!!!

  25. Liu, você sempre nos surpreendendo!!! Que delícia de texto! Viajei junto!!!! Já vou começar a plantar a idéia na cabeça do Tonico e dos filhos (acho que vc e eu vamos arrumar encrenca!!!!!!!!). Parabéns pelo texto e fotos!!!!

  26. Bariloche dita em palavras já é bonita, com estas fotos ficou maravilhosa…melhor do que a imaginação! Abraços!

  27. parabens . Liu e Luiz , vocês conseguiram transmitir em textos e imagens as sensações maravilhosas vivenciadas num passeio inesquecível .

  28. Caro Liu,
    Belo texto. Simples e emocionante.
    Fiquei com vontade de conhecer este maravilhoso lugar.
    Continue registrando suas aventuras.

  29. Liu, parabens, parece uma viagem dos sonhos. Te umas fotos suas ali que são verdadeiros “macucos” hein? Voce sabe valorizar o que tem a vida tem de mais belo meu camarada. Que seus caminhos nos tragam cada vez mais maravilhas como essas. Abraço PC Falseti

    • Caro PC,

      Queria eu ter te conhecido antes desta viagem. Iria aproveitar muito mais. De qquer maneira ser seu aluno é uma honra e um privilégio. Grande Abraço.

  30. Parabens Liu, descobrimos mais uma qualidade sua.

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