set 072010
 

Há algumas cantoras que é melhor apenas ouvir a deliciosa voz, sem vê-las, para não quebrar a magia. Mas esse não é definitivamente o caso de Norah Jones, esta lindinha de 31 anos, pianista, guitarrista e compositora, filha do músico indiano Ravi Shankar. É sempre uma delícia vê-la e ouvi-la.

Com apenas 23 anos, seu primeiro álbum em 2002, “Come away with me“, que mistura jazz, soul e pop, levou 8 Grammy Awards em uma única noite: Best New Artist, Album of the Year, Best Pop Vocal Album, Record of the Year e Best Female Pop Vocal Performance, Song of the Year (Don’t Know Why“, de Jesse Harris), Producer of the Year (Arif Mardin) e o álbum ainda ganhou o Grammy Award for Best Engineered Album, Non-Classical. Este álbum já tinha vendido em 2005 mais de 20 milhões de cópias e permanece até hoje como album mais vendido em toda a história da Blue Note Records. Esta é a música título do album, escrita por ela:

Come away with me

Esta outra também é do mesmo álbum:

Don’t know why

Em 2003 gravou com Willie Nelson esta música:

Em 2004 lançou o álbum Feel likes home. Lembrando que ela nasceu em Nova York, mas viveu no Texas desde os 4 anos de idade, sentir-se em casa significa country music, o que explica a mudança de estilo em relação ao primeiro álbum, mais ao estilo Nova York.  Ela faturou mais um Grammy  em 2005 com a música Sunrise:

Acho que ninguém ganhou até hoje mais prêmios do que ela, porque uma música que gravou com Ray Charles antes da morte dele em 2004, a primeira faixa do último álbum de Ray, faturou mais dois Grammys naquele mesmo ano. A música é Here We Go Again. Uma beleza. Vale a pena ouvir:

Em 2007, lançou seu terceiro álbum Not to late, o primeiro no qual ela escreveu ou colaborou em todas as músicas e naquele mesmo ano estreou como atriz contracenando com Jude Law no delicioso filme “Um Beijo Roubado” (My Blueberry Nights), do diretor chinês Wong Kar-Wai. Este filme é, de fato, tão interessante, que em breve vou escrever uma resenha dele aqui e, na minha avaliação pra lá de suspeita, ela saiu-se muito bem em sua primeira atuação na vida.

O DVD “Norah Jones and The Handsome Band”, gravado ao vivo em 2004, segue como um dos mais gostosos. Estes são algumas das músicas do DVD, as 3 fazem parte do álbum Feels like Home:

Carnival Town

What am I to you

The Prettiest Thing

E aqui, ela cantando a  música Drown In My Own Tears, um grande sucesso de Ray Charles, gravada em 1955. Foi em um tributo a Ray, com apresentação de Morgan Freeman:

Confesso que tenho uma certa dificuldade de classificar a música de Norah Jones porque ela mistura tantos estilos que seria mais acertado classificá-la talvez como pop. Mas, como ela grava para a Blue Note Records, uma tradicional gravadora de jazz  e um site especializado em música a classifica como cantora de jazz, não vou discutir com quem entende. Mas essa classificação é ainda mais difícil se considerarmos seu último álbum até o momento, The Fall, de 2009. Aqui está uma das músicas deste álbum, que representa uma nova mudança de estilo que eu detestei, sem alma, sem musicalidade, mas está aí para vocês conferirem:

Chasing Pirates

As resenhas de compradores de cds se dividiram nesse último disco entre aqueles que adoraram e aqueles que odiaram. A crítica elogiou muito essa nova fase de Norah Jones, meio retrô. Eu estou no segundo time e considero um equívoco completo.
Vamos voltar a 2007, em uma gravação que ela fez com Herbie Hancock. Isto é jazz de alta qualidade:

Court And Spark (somente áudio)

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  3 Comentários para “Norah Jones”

Comentários (3)
  1. Amo ouvir esta cantora, ela não tem só um rosto bonito, ela é completa. Sua voz é suave quando canta que encanta a todos que a ouve.

  2. Fantastica ja nasceu assim

  3. Sou ouvinte estreante e já me coloquei no segundo time, sem radicalidade. Como foi bom.

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