nov 212010
 

De vez em quando você não indica um filme para um amigo? Então, dê sua dica de filme aqui.

Pode ser um comentário curto ou longo, informal, do jeito que você quiser, sobre um filme ou documentário que você gostou. Pode estar em cartaz nos cinemas ou ser um filme antigo, tanto faz. Quando alguém for na locadora irá se lembrar de sua dica. E outras pessoas poderão comentar também sobre o mesmo filme.

Se quiser colocar algum áudio ou vídeo do filme, tipo trailer, mande o link do youtube ou da página oficial do filme onde está o vídeo.

Cuidado só para não contar o final ou tirar uma grande surpresa do filme.

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  15 Comentários para “INDIQUE UM FILME”

Comentários (15)
  1. ola a todos :
    indico o belo filme ” a pele que abito “

  2. No ínicio de 2014 resolvi dar uma pesquisada na internet sobre cinema em geral para pegar umas dicas de bons filmes que eu não tinha assistido ainda e meio que por acaso topei com muitos comentários sobre um filme que eu praticamente nunca tinha ouvido falar chamado “Antes do Amanhecer”no Brasil (Before Sunrise) o título original, e resolvi assistir só para passar o tempo, mesmo eu não sendo muito fã do gênero “romance” decidi dar uma chance e eis que tive uma das mais gratas surpresas da minha vida, pois fiquei simplesmente maravilhado e envolvido por essa obra prima grandiosa, eu nunca tinha assistido algo desse tipo e tão humano, realista,possível e inspirador… “Antes do Amanhecer”(Before Sunrise) não se trata apenas de uma película sobre relacionamentos, mais chega a ser uma metáfora para a vida,simples,objetivo,sensível e belo… Uma obra prima profunda e reflexiva.

    Título:Before Sunrise
    Ano de produção: 1995
    País:Estados Unidos,Austria e Suiça
    Duração: 105 min
    Direção: Richard Linklater

    https://www.youtube.com/watch?v=c6CjTzvXn9k

  3. Título Original: Percepção e Realidade: a estruturação do conhecimento
    Gênero: Palestra-Documentário
    Origem/Ano: BSB-BR/2014
    Duração: 130 min
    Direção: Max Diniz Cruzeiro

    Itens contemplados na palestra:
    - A percepção na visão quântica (Informação x conhecimento);
    - A codificação e decodificação da mensagem;
    - A apropriação da percepção pelos sentidos;
    - A caverna de Platão (filosofia sobre o refinamento das percepções);
    - O encapsulamento psíquico de pessoas e organizações;
    - Entendo o funcionamento da psique com base freudiana (Psicoestatística);
    - Conceituação de Percepção após a construção do pensamento;
    - Conceituação e construção de Realidades;
    - O pensamento Cognitivo;
    - Metalinguagem, Metacognição e Metafísica;
    - A multilinearidade do pensamento;
    - A hierarquia do Conhecimento; e,
    - Conclusões.

    Link de acesso à palestra: http://youtu.be/88UZL5R48HM

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  4. O filme “Habemus Papam” está em cartaz a pouco tempo, embora não seja lá tarefa das mais fáceis encontrar um cinema que o esteja passando. O filme conta a história, basicamente de um Papa eleito, e sua dificuldade em assumir o cargo. A trama se desenrola pelo Vaticano e por Roma, o que inclui um “passeio” longo do novo papa à capital italiana, o que obviamente deixa o Vaticano de cabelo em pé.
    Em “Habemus”, vemos a instituição religiosa católica em crise, em uma espécie de inversão heroica. De uma forma irônica e em um humor refinado, o filme se inicia mostrando a apuração de votos para a escolha de um novo papa, onde todos ali presentes, candidatos ao cargo máximo pontífice, desejavam não ser escolhidos – e os pensamentos eram transmitidos em voz alta, em uma espécie de cânone. Fumaça branca saindo, é motivo de comemoração quase unânime, exceto para o próprio novo papa que então assustado e com receio da grande responsabilidade a assumir, não consegue dar o célebre discurso, e todo o vaticano fica à mercê do Santo Padre e sua recuperação.
    A psicanálise, representada pelo personagem de Nani Moretti – também diretor do filme, tenta ajudar o papa, porém uma crítica também é feita à mesma, em vários momentos – por exemplo, ao enfatizar o ceticismo da Igreja com o método psicanalítico, ou no momento em que, proibido de tocar em diversos assuntos com o papa, em uma terapia assistida por inúmeros cardeais, o psicanalista é questionado sobre sua fé, e responde ser ateu. A dualidade Igreja x Psicanálise é colocada à mesa como em nenhum livro ou filme.
    O novo papa vai à cidade para fazer análise com algum profissional que desconheça a sua posição recém-adquirida. Sua analista agora é a ex-mulher do primeiro terapeuta, que a define como “viciada em déficit de aceitação”. Após algumas recordações sobre traumas e momentos significativos de sua infância, o “diagnóstico” proferido foi aquele mesmo previsível, o tal déficit de aceitação.
    Como o papa responde a uma pergunta básica de sua terapeuta – qual era a sua profissão, faz toda a mecânica do filme. “Sou ator, sempre gostei de ser ator, desde criança sonhava com as turnês, as viagens para diferentes cidades… Mas agora estou um pouco cansado”. Para o contexto, o personagem não estaria mentindo. Pesada ou não, é a crítica que o filme sugere: O teatro da Igreja Católica, os rituais centenários pelos quais o papa, por exemplo tem que encenar, os papeis dos cardeais, chefes de estado – que devem ser interpretados à risca, e o próprio Vaticano, colocado como uma cidade cenográfica. Importante ressaltar que tal crítica não propõe apologia a nenhuma posição religiosa ou científica – pelo contrário, o filme é em tom de comédia e a linguagem transmite descontração.

  5. Título Original– Sofies Verden
    Lançado em – 1999
    Gênero – Drama
    Duração – 185 minutos (os 4 capítulos)
    Diretora – Erik Gustavson
    Atores – Silje Storstein, Tomas von Brömssen, Andrine Sæther, Bjørn Floberg, Edda Trandum Grjotheim
    Países – Suécia, Noruega

    O Mundo de Sofia (no original, Sofies Verden) é um filme sueco-norueguês, baseado no romance homônimo de grande sucesso escrito por Jostein Gaarder. É dividido em quatro capítulos, mas nos vídeos apresentados aqui, serão dois links, cada um com dois capítulos, legendados.
    Sofia Amundsen era uma estudante, prestes a completar 15 anos, quando começou a receber correspondências com perguntas intrigantes. As correspondências foram se tornando frequentes, e Sofia se inquietando com as indagações. Aos poucos, o autor das cartas foi se revelando, apresentando-se como Alberto Knox. Sofia começou a receber então um curso de filosofia pelo correio, escrito – ou filmado – por Alberto. A garota foi ficando cada vez mais confusa com a escassez de respostas e os mistérios que cercavam o tal Alberto. Descobre que um cão era quem entregava as correspondências, e seguiu-o, até uma cabana na floresta, em meio a um lago. Lá, finalmente conheceu Alberto, que levou-a – ou foi levado juntamente com ela – a um mundo onde não se distingue imaginação de realidade, uma viagem pela história, sempre buscando conhecer o pensamento de cada importante filósofo em seu tempo.
    No decorrer da trama, Sofia e Alberto se veem dentro de uma história, escrita por um certo major, de nome Alberto Knag, como presente de aniversário para sua filha, Hilde. Sofia e Hilde tinham a mesma idade, e eram fisicamente parecidas. Então, através de um espelho, que funcionava como um obscuro portal, Alberto e Sofia tentam sair da ficção e se tornarem reais.
    Muito criticado pela mídia especializada, por não ser fidedigno ao livro e pela superficialidade na abordagem do pensamento individual de cada filósofo – esta última crítica também feita ao romance -, O Mundo de Sofia, na minha modesta opinião, é um dos filmes mais instigantes que já vi. Reconheço a falta de profundidade filosófica no abordar de cada pensador tomado como referência, mas a obra não é um curso avançado de filosofia, e sim um convite a participar do prazer, da beleza e da sutileza que é a busca pela sabedoria. Um tratado existencial sobre a história da filosofia, não para ensinar, mas para incitar uma pesquisa, uma vida baseada no conhecimento.
    Um conflito, uma luta para existir. O que é existir? Esse tema é o centro de toda a discussão para quem lê o livro ou vê o filme. A obra desmistifica o conceito de autor, de Deus de tudo que se faz, de originalidade. O que é existir? A conclusão fica a critério de cada um. Um filme como esse não é feito para dar respostas, mas sim para aumentar a dúvida. A busca é do espectador.

    http://www.youtube.com/watch?v=TDfLFheR0fU

    http://www.youtube.com/watch?v=-Cf9nr3ogPc

  6. Título Original– La Belle Verte
    Lançado em – 1996
    Gênero – Comédia, Cult
    Duração – 99 minutos
    Diretora – Coline Serreau
    Atores – Coline Serreau, Vincent Lindon, Denis Podalydès, Paul Crauchet
    País – França

    La Belle Verte (na infeliz tradução do título, “Turista Espacial”) é um filme francês, dirigido e protagonizado por Coline Serreau, também compositora da trilha sonora.
    A história começa num planeta distante, onde seus habitantes vivem numa sociedade perfeita. Há igualdade de direitos e de bens entre todos, e vive-se em harmonia. Os moradores se comunicam por telepatia, e têm mais de duzentos anos de vida. Por ter uma organização social desenvolvida e uma moral elevada, sempre é enviado do Planeta Verde algum membro voluntário para planetas com sociedades menos desenvolvidas, a fim de auxiliar na evolução moral dos povos que vivem distantes.
    Mila, a personagem principal, aceitou a dura missão de vir à Terra, pois lhe foi relevado que fora levada daqui quando bebê. Os habitantes do Planeta Verde tinham um imenso preconceito para com os humanos, considerados um caso perdido, principalmente após a crucificação de um dos enviados.
    Aterrissando em Paris, Mila conhece a civilização. Necessita de água pura, e não a tem. Necessita de comida saudável, e não a tem. Então, precisa recarregar suas energias segurando bebês, únicos seres puros com os quais ela tem contato. A extraterrestre tem incomensurável dificuldade para se adaptar à essa realidade caótica.
    Para as pessoas que a tratam com resistência ou grosseria, Mila usa a técnica da “desconexão”, na qual o indivíduo torna-se livre e tem a mente aberta para novas descobertas, eliminando os velhos preconceitos e dizendo sempre a verdade.
    Porém, a antítese do filme se dá na indagação: será que há uma sociedade plnamente perfeita? Mesmo o planeta onde tudo é dito “perfeito” há aspectos negativos, como o sentimento hostil para com os terrestres. Além disso, também são retratadas imagens positivas da Terra, valorizando a sociedade primitiva e natural, tema abordado pela Antropologia.
    La Belle Verte é uma crítica, apesar de bem humorada, muito dura ao nosso sistema. Expõe rigorosamente a hostilidade com que o ser humano trata as diferenças, além de se perder em vícios e não ter uma vida pura e sã, tanto fisicamente quando na ordem psicológica. A obra é um reflexo moral da sociedade em que vivemos, ainda muito falha e egoísta.
    Pouco repercutido na grande mídia, La Belle Verte é um filme que merece ser visto por todos os espectadores não satisfeitos com os rumos da nossa sociedade, pela crítica social muito bem elaborada à civilização e pelo retrato sutil de nossa própria ignorância.

  7. Paris, te amo

    Título Original: Paris, je t’aime
    Lançado em – 2006
    Gênero – Drama, Comédia, Romance
    Duração – 116 minutos
    Diretores – Walter Sales, Daniela Thomas, Wes Craven, Alfonso Cuarón, Gérard Depardieu, Joel e Ethan Cohen, Gus Van Sant, Gurinder Chadha, entre outros
    Elenco – Elijah Wood, Natalie Portman, Catalina Sandino Moreno, Steve Buscemi, Juliette Binoche, Willem Dafoe, Emily Mortimer, Ben Gazzara, entre outros
    País – França

    Paris, te amo é uma compilação de 21 curtas-metragens com uma ambientação em comum: a cidade de Paris. Com vários diretores e atores de renome, Paris, te amo é uma obra de arte com todos os seus atributos.
    A abordagem sutil de temas como preconceito, pluralidade cultural e romance é uma mostra dos dramas e maravilhas da cidade luz.
    Cada curta, com o nome da região da cidade a ser retratada, apresenta as particularidades do local e seus costumes. Destaque aos segmentos Quais de Seine e Faubourg Saint-Denis.
    No final, todas as histórias se interligam, alegoria do pluralismo cultural, social e étnico da cidade que mais recebe turistas no mundo.
    A compilação acaba tornando o espectador apaixonado por Paris e seu ambiente artístico e inspirador.
    Paris, te amo é uma viagem pelo coração pulsante da cidade luz.

  8. Título Original – Dogville
    Lançado em – 2003
    Gênero – Drama
    Duração – 178 minutos
    Diretor – Lars Von Trier
    Atores – Nicole Kidman, Paul Bettany, James Caan, Stellan Skarsgard, John Hurt
    Países – Dinamarca, Suécia, Finlândia, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda

    Dogville é um filme rodado na Europa, com direção de Lars Von Trier. A história se passa numa vila chamada Dogville, no oeste dos Estados Unidos. O vilarejo tinha pouquíssimos habitantes, e era geograficamente isolado entre as Montanhas Rochosas, não sentindo os efeitos da Grande Depressão nos anos 20.
    Todos em Dogville viviam acomodados e tinham pouco contato com o mundo exterior, exceto Tom (Paul Bettany), aspirante a escritor e filósofo, que pregava valores morais para os poucos moradores da vila. Um dia, uma jovem chega a Dogville, fugindo de mafiosos. Tom lhe dá abrigo e, com esforço, consegue com que ela seja aceita na cidade e não denunciada, vendo nela a ilustração perfeita para suas palestras sobre a virtude da aceitação. Em troca, Grace (Nicole Kidman) fazia serviços aos moradores, que até então não precisavam de ajuda para realizar suas tarefas diárias.
    A trama, dividida em um prólogo e nove capítulos, vai perdendo o ar de felicidade bucólica e tomando forma densa e pesada.
    Sempre que a polícia aparecia em busca da jovem, os habitantes de Dogville a encobriam, porém, em troca, ela deveria intensificar seu trabalho nas casas dos moradores. Explorada de corpo e alma, Grace ficava cada vez mais escrava da maldita cidade, prendendo-se a ideais do estoicismo, que se baseia numa vida sem emoção para evitar a dor, em oposição ao falso altruísmo que lhe foi oferecido.
    Unindo características do teatro grego – instigar o espectador a desejar a violência nua e crua-, teatro caixa preta – um único cenários com todas as paredes pretas -, teatro do absurdo – atores interagindo com objetos imaginários –, cenário marcado no chão – demonstrando a onisciência de todos os habitantes no ambiente particular alheio –, e a ausência de fundo musical fazem de Dogville um ensaio sobre os valores morais vigentes na sociedade. Põe em dúvida as virtudes do ser humano, expondo suas fraquezas e máscaras. É uma obra que merece ser vista e pensada.

  9. O NEVOEIRO
    melhor filme da minha vida.

  10. Título Original – The Doors
    Lançado em – 1991
    Gênero – Drama
    Duração – 140 minutos
    Diretor – Oliver Stone
    Atores – Val Kilmer, Meg Ryan
    País – Estados Unidos

    Oliver Stone aborda de modo magistral a trajetória do astro do rock Jim Morrison, integrante da banda The Doors.
    Estudante de cinema na Universidade da Califórnia em Los Angeles, Jim (Val Kilmer) vê-se frustrado pelo fato de seus professores e companheiros não compreenderem seus projetos, que quebravam a linearidade e tratavam de temas muito subjetivos e pouco claros. A profundidade psicológica dos filmes e do próprio Jim não fora compreendida.
    Então, num encontro com seu colega de curso Ray Manzarek, apresenta suas poesias e deixa o companheiro extasiado. Decidem musicalizar essas poesias numa banda de rock. Convidando outros dois amigos, Robby Krieger e John Densmore, estava formado o The Doors – nome originado do livro de Adolf Huxley, The Doors of Perception, este por sua vez retirado de um poema de William Blake.
    Com o sucesso estrondoso, aliado à personalidade extravagante de Jim, os Doors alcançaram um patamar nunca imaginado. Morrison continuava com suas letras subjetivas, misteriosas e herméticas, compostas com auxílio do LSD e dos teclados alucinantes de Manzarek.
    Jim tornou-se um vilão da moral e dos bons costumes. E isso aumentava ainda mais sua popularidade e a legião de fãs obcecados pelo ídolo.
    Um hedonista. Um artista. Um poeta. Um deus do rock. Jim Morrison se tornou um dos maiores ícones da história.
    Dentro de um exímio jogo de câmeras e ângulos, com a trilha sonora contando com os maiores sucessos da banda-nome, além da sutileza e profundidade filosófica que se confundem com a personalidade de Morrison, The Doors é uma obra-prima de Stone. Um filme que deve ser visto por todas as gerações.

    Alberto Sartorelli.

  11. Título Original: Akira Kurosawa’s Dreams / Yume
    Gênero: Drama
    Origem/Ano: JAP-EUA/1990
    Duração: 119 min
    Direção: Akira Kurosawa / lshirô Honda

    Filme do cineasta japonês Akira Kurosawa, Sonhos trata – em sua maior parte – da natureza e sua relação com o egoísmo humano, da destruição imposta a si mesmo e ao planeta.

    São oito episódios, alguns sobre as experiências vividas pelos japoneses após a 11 Guerra Mundial, como O Túnel. O trauma das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki, por exemplo, é nítido nos episódios O Demônio Chorão e Monte Fuji em Vermelho. Este último, apesar de tratar de um assunto pesado, tem belas imagens formadas pelas nuvens de radioatividade coloridas (O Amarelo do Estrônio 90, o violeta do Césio 137 e o vermelho do Plutônio 239).

    O fascínio do diretor pelo pintor Vincent Van Gogh também está presente. É retratado em Corvos, no qual um homem, ao admirar um quadro do artista, é levado para dentro da obra. Além de passear pelas pinturas do ídolo ao som da 9a sinfonia de Beethoven, recebe uma lição de pintura do holandês: só é capaz de pintar aquele se envolve com a natureza, que a admira e segue a beleza que ela tem a oferecer.

    Outro capítulo marcante é Pomar de Pêssegos.Levado por uma estranha força ao local onde ficava o pomar de pêssegos de sua família, um garoto encontra o imperador japonês e seus súditos numa espécie de morro cortado em patamares – o que remete à tradicional hierarquia japonesa. Eles estão preparados para dançar e celebrar “O Dia da Boneca”, ou seja, o florescimento dos pessegueiros, pois os bonecos representam os espíritos das árvores. Porém todas foram cortadas e não há mais o que celebrar. Acusado de egoísta pelo imperador, o garoto puro chora a morte das árvores. Como prova de comoção eles dançam uma calma e sincronizada dança. Nesse momento começa a chover pétalas de flores de pêssego e no local em que estavam as pessoas surgem lindas árvores floridas.

    Além desses, Sonhos ainda traz os episódios O Sol em meio à Chuva, A Nevasca e Povoado de Moinhos – este último com uma mensagem aos seres humanos capitalistas. Um velho sábio fala ao moço da cidade grande sobre as coisas que considera as mais importantes na vida de uma pessoa: a água e o ar puro.

    De que adianta tanto conforto proporcionado pelas invenções da modernidade, se não há mais paz e se as pessoas esqueceram que preservar a natureza é fundamental? O filme termina com uma lição: um cortejo festivo para celebrar a morte de uma senhora de 99 anos – afma!, nada mais justo do que se despedir de uma pessoa que viveu muito bem e de forma completa com dança e música.

  12. Domingo à tarde, eu estava no Reserva Cultural da Paulista, em SP …. assisti 3 filmes excelentes sucessivamente: um deles, “Cópia Fiel”, é uma obra-prima (talvez não para qualquer gosto) que traz um verdadeiro jogo interpretativo em que o tema é o binômio original-cópia (dirigido por um iraniano, Abbas Kiarostami) e com a minha musa absoluta: Juliette Binoche … ela está cada vez mais linda com a idade (47 anos), e com um talento descomunal (no início ela tinha uma beleza fria, e agora a beleza dela é radiante, fulgurante), com uma interpretação absolutamente contagiante e empática com o espectador (melhor atriz em Cannes/2010 pelo filme) … com direito a belas imagens de um vilarejo da Toscana, Itália.

    Na saída da sessão “psicanalítica”, ouvi uma voz conhecida: era o Contardo Calligaris, psicanalísta, escritor, articulista da Folha e cinéfilo … será que ele amou o filme como eu ?

    No outro filme, o belo e delicado “Poesia”, filme coreano (melhor roteiro em Cannes/2010), a avó, uma empregada doméstica sempre elegantemente vestida, cuida do neto deixado aos seus cuidados pela filha irresponsável, decide entrar em um grupo de estudo de poesia e começa a estudar a poesia que objetos triviais podem guardar … e tantos problemas ela tem que enfrentar, sozinha! … de vez em quando, joga badminton com o neto problemático em frente à casa, na rua …

    O terceiro filme, “Biutiful”, é um filme duro, triste, trágico, realista, tocante mas sem concessões ao sentimentalismo fácil, um “tour-de-force” interpretativo do Javier Bardem … uma faceta de Barcelona desconhecida por muitos, como eu.

    … e não choveu em SP (embora o “climatempo” anunciasse), mas estava um frio gostoso.

  13. Tendo como tema central a polêmica questão da felicidade e da liberdade dentro de um sistema, indico o filme “Na Natureza Selvagem” (“Into The Wild”) – 2007, que é instigante e encantador em todos os sentidos! A história, real, conta a trajetória de Christopher McCandless, um jovem revoltado com o sistema que não gosta de cumprir convenções, tais como obrigações de sua profissão e status social, e que após sua graduação resolve deixar sua vida diferente, mudar o rumo dela: Decide viver explorando somente recursos naturais, inclusive queimando seu dinheiro. Sua grande meta: chegar ao alasca. É nessa trajetória que Christopher, ou Alexander (nome que deu a si mesmo depois de se tornar andarilho), encontra grandes pessoas, faz amizades e vive situações inéditas. A teoria de Alexander Supertramp é a de que a vida sem contato direto com a sociedade o livraria de seu ‘falso ser interior’.

    Com uma montagem muito bem feita e a fenomenal trilha sonora de Eddie Vedder (ex Pearl Jam), o filme é emocionante e traz muita reflexão e inúmeras leituras, com destaque para a cena final. Realmente vale a pena!

  14. Indico-te o filme Billy Elliot muito bom o filme

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