dez 182010
 
Por Luigi Rotelli

Ponte em Colmar. Foto: Luigi Rotelli

As Vilas Floridas da Alsácia

Na França existe há 50 anos um conselho nacional de cidades e vilarejos floridos (Les villes et villages fleuris) que visa incentivar as cidades a criarem espaços verdes, melhorar a qualidade de vida de seus habitantes e embelezar as ruas com flores. O objetivo é aumentar a coesão social e o senso de comunidade: o cidadão que vive em uma cidade bonita, bem cuidada, sente como obrigação cuidar do bem público e cuida de sua casa para que ela também fique bela, bem pintada, coloca flores nas janelas.

Foto: Luigi

O ganho é um aumento no índice de felicidade e um orgulho de viver em comunidade. A atitude das pessoas em sua relação com a comunidade é muito diferente. No Brasil a insegurança nos afasta da vida em comunidade e nossa tendência natural é colocar muros para não ver a rua e grades nas janelas. Lá não tem muros e eles colocam flores nas janelas.

Eles fazem isso para eles mesmos, é para a vida deles, não é para turistas verem. É impressionante como praticamente todas as casas tem flores em quase todas as épocas do ano pois são replantadas a cada estação. O efeito colateral é o turismo e por isso é tão gostoso viajar pelo interior da França.

Flores em todas as janelas. Foto: Luigi

Todo ano há um concurso nacional e as cidades participantes são classificadas em um ranking chamado Ville Fleurie (cidade florida) que vai de 1 a 4 flores e na entrada de cada cidade há uma placa indicando sua classificação. Há também um outro ranking, esse sim mais para fins turísticos, que se chama Les plus beaux villages en France, que elege as vilas mais bonitas da França.

Há uma região vinícola na França chamada Alsácia, onde todas as cidades, pequenas ou grandes são, quase sem exceção,  charmosíssimas. Elas disputam entre si para ver qual a mais florida, a mais bem cuidada.

Entrada de uma vila. Foto: Luigi

Há flores nos postes, nas rotatórias, nas floreiras da rua, nas casas. As cidades parecem saídas de um conto de fadas.

Foto: Luigi

Em volta disso tudo, há vinhedos e centenas de vinícolas, todas pequenas, de pequenos produtores que mantém a tradição secular das famílias e estão sempre abertas para receber os visitantes com uma taça de seu precioso vinho.

Foto: Luigi

Fazer a rota dos vinhos da Alsácia é como viajar no tempo, uma viagem acompanhada de sabores e aromas inesquecíveis dos vinhos brancos da Alsacia, acompanhados de uma deliciosa gastronomia que une o refinamento da cozinha francesa aos pratos de origem alemã.

A rota passa no meio das vinhas na encosta dos Vosges e por dentro de cada vilazinha, onde estão as vinícolas para degustação. No meio da rota, no alto das montanhas, há castelos do ano 1200, intactos, como o Chateau Haut-Koenigsbourg.

Chateau Haut-Koenigsbourg, visita imperdível no alto dos Vosges. Reserve meio dia para a visita. Foto: Luigi Rotelli

Uma coisa curiosa: os vinhedos delimitam o espaço urbano, de forma que você atravessa a rua e já está dentro de um vinhedo. As cidades são próximas, a cada 2 ou 3 Km tem uma vila, de forma que as vilas estão entre  as uvas. Não há uma cerca, nada e você vê os cachos intactos na beira da estrada ou nas ruas limítrofes sem qualquer sinal de violação.

É possível fazer essa rota de bicicleta, alugada em Estrasburgo. A parte principal da rota, das melhores vinícolas, tem apenas 70 Km. Com um pouco de planejamento, o passeio fica muito agrádavel. No final do verão e começo de outono eu sempre via passar um bando de ciclistas no meio dos vinhedos, a agradáveis 8ºC na parte da manhã.

Ciclistas na rota do vinho. O ciclismo é um esporte nacional na França, assim como dar palpite e filosofar sobre todos os assuntos. Foto cortesia de www.tourisme-alsace.com

As castas alsacianas

Cepages d’Alsace. Foto de Chekobero

A especialidade da Alsácia é o vinho branco feito a partir de uvas brancas (parece redundância, mas é que o vinho branco pode ser feito a partir de uva tinta vinificada sem a casca). Na Alsácia há quatro tipos principais de uva, cada qual produz vinhos com características bastante peculiares:

  1. Gewürztraminer (pronuncia-se ‘guevirztraminér’) – com alto teor de açúcar e com intenso perfume floral, produz vinhos naturalmente adocicados. Harmoniza com alguns pratos típicos, queijos azuis e sobremesa. Em alguns terroirs é possível encontrá-lo mais seco com teor alcoólico alto.
  2. Silvaner – a menos nobre das uvas alsacianas, antigamente uma das mais comuns, agora é plantada apenas nos solos piores. Vinho frutado, suave, com teor de açúcar menor que a Gewurztraminer.
  3. Pinot Gris – produz vinhos frutados e mais secos fazendo um meio termo delicioso com a Riesling que acompanha a maioria dos pratos alsacianos.
  4. Riesling, o gentil aromático – a mais nobre das castas alsacianas, produz vinhos secos e muito aromáticos. Dependendo do terroir, os vinhos tem acentuada mineralidade e prolongado período de guarda.

Além dessas, há outras menos plantadas, como a Auxerrois Blanc, Muscat d’Alsace, a Pinot Noir (a única uva tinta plantada na alsácia) e a Pinot Blanc, usada para fazer o Crémant d’Alsace (vinho espumante).

A origem dos vinhos Grand Cru da Alsacia

As montanhas dos Vosges. Foto de Didier Beck

Eventually, all things merge into one,
and a river runs through it.
The river was cut by the world’s great flood
and runs over rocks from the basement of time.
On some of the rocks are timeless raindrops.
Under the rocks are the words,
and some of the words, are theirs…

Norman MacLean, no conto “A river runs through it”

Formado por colisões e dobramentos de placas tectônicas, as montanhas dos Vosges, na França e as montanhas da floresta negra, na Alemanha, eram as bordas de uma única grande cordilheira de granito, sem o vale do rio Reno no meio. Durante um longo período geológico de deriva dos continentes, essa enorme cadeia de montanhas permaneceu abaixo do nível do oceano, no fundo do mar.

Deriva dos continentes entre 255 milhões de anos até 14 milhões de anos atrás, período da formação geológica dos Vosges.

Uma seqüência cronológica de deposição de partículas de areia do continente transportadas e depositadas no fundo do mar cobriram essas montanhas de granito com uma camada de dezenas de metros de espessura de areia. Na época o subcontinente da Europa estava mais próximo ao equador, as temperaturas eram tropicais e naquele mar relativamente raso aconteceu uma grande proliferação de vida marinha.

Durante milhões de anos, corais, conchas e outros exoesqueletos de calcário foram depositando-se em camadas cada vez mais espessas. O peso destes sedimentos calcários exerceram uma pressão tão grande em cima da camada de areia, que ela se fundiu em rocha, se transformou em arenito – o arenito dos Vosges, com uma coloração rósea e marrom, que foi usado para construir a grande catedral de Notre-Dame de Estrasburgo e outros belos edifícios por toda a França.

Interior da catedral de Notre Dame de Estrasburgo, toda ela feita de arenito dos Vosges. Foto: Luigi

Em cima do arenito e do calcário, veio uma terceira camada, a marga, formada por minerais de argila e matéria orgânica que a pressão e o tempo também transformaram em rochas.

Outras dezenas de milhões de anos de passaram, colisões entre placas tectônicas causaram dobramentos, os Alpes se formaram e aquela grande cordilheira norte-sul que estava debaixo d’água ergueu-se do oceano. Nesse processo de soerguimento, aquelas três camadas de rochas sedimentares formadas em cima do granito durante o período triássico quebraram-se, dobraram-se e, num evento catastrófico, toda a parte central desta cordilheira afundou, formando duas cadeias de montanha, os Vosges do lado francês e as montanhas da Floresta Negra do lado alemão, separadas por um vale de 40 km de largura e 300 km de comprimento – a fossa Rhenan.

O vale, mais baixo, encheu-se de água e um rio se formou, o rio Reno, correndo sobre essas rochas da fundação do mundo. E na borda deste vale, do lado francês, na encosta das montanhas dos Vosges, por cima de falhas profundas, de um mosaico de rochas de granito, marga, calcário e arenito, um verdadeiro sonho de geólogo, plantaram-se vinhedos.

Os solos da encosta dos Vosges são extremamente profundos, o que não acontece na planície. As raízes das vinhas em busca de água e nutrientes conseguem descer a grandes profundidades, dezenas de metros entremeadas entre as diferentes rochas, da qual extraem uma complexa seiva mineral.

Videiras no inverno alsaciano. Foto de wgbalrog

A videira traz à luz os fundamentos dessas rochas e as condensa em uvas, que os homens transformam em vinhos. Alguns destes vinhos são tão especiais, tão extraordinários, que mereceram uma distinção especial, os chamados premier crus e os ainda mais especiais grand crus.

Tais vinhos só acontecem em alguns locais específicos, onde as características de solo e o microclima (ventos, umidade, insolação) criam uma combinação extremamente favorável. São os terroirs, um conceito exclusivamente francês que significa a relação mais íntima entre o solo e o micro-clima particular, que expressa seu caráter típico em um grande vinho.

Videiras em Riquewirh. Foto de Markameleon

Enquanto contemplava a planície do Rio Reno, da encosta das montanhas dos Vosges, em meio aos vinhedos dourados no outono alsaciano (e já meio alto de tanto degustar vinho),  lembrei-me da narração final do pescador no filme de Robert Redford “Nada é para sempre” (A river runs through it), baseado no conto homônimo de Norman MacLean, citado no início em inglês:

“No fim, todas as coisas fundiram-se em uma – e um rio correu através delas.
O rio foi cortado pela grande enchente do mundo
e corre sobre rochas da fundação do tempo.
Em algumas destas rochas estão gotas de chuvas eternas.
Debaixo das rochas, estão as palavras
e, algumas das palavras, são delas…”

O vinho é a expressão da terra. A transdução da rocha. Mas vinho não é só sabor e aroma. É também fantasia, imaginação, percepção. Essa é a razão pela qual comecei falando das vilas floridas e depois sobre a geologia dos solos. As duas coisas estão interligadas. O solo sozinho não faz o vinho, quem o faz são as pessoas. A videira traz algo do mistério do mundo à superfície, algo que se incorpora nas vidas daquelas pessoas e em nossas vidas. Mas em última instância, se as pessoas não tem sentido em fazer algo bem feito, em fazer algo que transcende sua mera sobrevivência, se as pessoas não são felizes de alguma forma, para quê elas fariam vinhos? Elas poderiam plantar milho, batatas.

Mas os franceses tem algo interessante. Eles cultivam a fantasia. Eles não fazem um prato para comer rápido e sair correndo como os americanos (fast food). Eles se dedicam à gastronomia (slow food). O objetivo não é comer algo em quantidade e transformar a comida em energia. O objetivo é saborear uma comida muito especial, um vinho muito especial e com isso ganhar um instante especial.  É a diferença que o ratinho Remy, do filme Ratatouille, tentava explicar ao seu primo glutão, que comia lixo: a sentir as nuances, apreciar, imaginar. Eles não jogam a comida no prato simplesmente e comem; eles cuidam das formas, das cores, fazem o prato ficar bonito, para ser apreciado também pelos olhos. É pela mesma razão, pelo mesmo sentido que eles mantém as suas casas, ruas e praças bonitas, que eles plantam flores e fazem bons vinhos.

Viver em uma cidade feia e suja, comer uma comida por comer, beber por beber faz toda a diferença: a vida fica sem graça, monótona. E depois as pessoas ficam tentando consertar com remédios anti-depressivos ou entorpecentes. A arte e a fantasia são o tempero da vida.

Um guia para fazer a Rota dos Grand Cru da Alsácia

A rota dourada da Alsácia. Foto de Markameleon tirada em Hunawirh.

As melhores vinícolas ficam entre Estrasburgo e Colmar. O trecho mais interessante da rota de vinhos da Alsácia tem 72 km.

Para fazer a rota sugiro sair de Estrasburgo em direção a Colmar pela A35 e sair fora da autoestrada pegando a saída para Obernai, uma simpática cidade na rota do vinho e de lá seguir pelas estradas internas para as outras cidades que indico abaixo, na sequência.

Obernay. Foto: Luigi

A Alsácia tem centenas de pequenas vinícolas e quase todas oferecem degustação gratuita. Você tem que escolher onde visitar, caso contrário não vai sair da primeira vila que encontrar e vai deixar de conhecer coisas preciosas. Portanto, eu sugiro visitar apenas algumas muito especiais, somente entre as que produzem grand crus, que são a classificação máxima do vinho na França. Mesmo essas são muitas e eu selecionei algumas que considero as melhores. Aqui vai uma lista de algumas cidades e respectivas vinícolas, com destaque especial para aquelas que são realmente imperdíveis.

Mittelbergheim

Mittelbergheim. Foto de Yannick Meyer.

Está entre as 100 mais bonitas vilas da França (Les plus beaux Villages).

  • Domaine Rietsch, 32 rue Principale, +33 (0)388 08 00 64
  • Domaine André Rohrer, 22 rue des Vosge
  • Domaine André Rieffel, 11 rue Principale, +33 (0)388 08 95 48
  • Boeckel2, Rue de la Montagne – +33 (0)3 88 08 91 02 – que eu saiba, é o único viticultor da Alsácia que produz um Silvaner Grand Cru.
Bergheim

Entrada de Bergheim. Foto: Luigi

Uma cidade fortificada muito bem preservada. Este pórtico da entrada é do ano 1300. Bergheim é a cidade que tem os melhores grand crus da Alsácia, então é visita obrigatória. Vinícolas a visitar:

  • Domaine Marcel Deiss and Fils15 Route du Vin, +33 (0)389 73 63 37 – Se você quer experimentar o melhor vinho da alsácia e um dos melhores vinhos brancos do mundo, sua parada é aqui. O grand cru Altenberg de Bergheim é simplesmente inesquecível. Está no guia de 1001 vinhos para tomar antes de morrer. Bem, eu já tomei o meu. Só falta outros 1000 agora. Os premier crus são também fantásticos. Peça a degustação de “vin de terroirs”, para experimentar na seqüência os melhores vinhos de cada terroir (premier crus e grand crus), acompanhado de uma descrição da geologia de cada terroir. Praticam agricultura estritamente biodinâmica. Fazem coplantagem de variedades. Sem dúvida os vinhos mais originais e complexos que experimentei. É gerenciado por Jean Michel Deiss. Os grand crus Marcel Deiss podem ser guardados durante 25 anos ou mais. Nunca ouvi falar em outro vinho branco com período de guarda tão prolongado.
  • Sylvie Spielmann2 route de Thannenkirch, +33 (0)389 73 35 95 – vinhos mais secos que o normal da alsácia, especialmente o Pinot Gris e o Gewurztraminer ficam bem interessantes. Pratica agricultura orgânica.
  • Emile et Yvette Helbeisen3 Route du Vin, +33 (0)389 73 63 81
  • Gustave Lorentz35 Grand rue, +33 (0)389 73 22 22
Riquewihr

Calçadão com vinícolas e restaurantes em Riquewihr. Foto: Luigi

Uma das vilazinhas mais badaladas da encosta dos Vosges. Um charme. Visita obrigatória. Lá é o local do terroir mais famoso da Alsácia – Schoenenbourg – onde se produz os mais conceituados grand crus da Alsacia. As melhores vinícolas:

  • Fréderic Engel & Fils36 rue des Ramparts, +33 (0)389 47 83 88 – essa é minha dica pessoal, o melhor custo benefício da Alsácia. Eles produzem um grand cru Schoenenbourg de grande complexidade, um vinho excepcional a um preço bem abaixo do que ele vale em qualidade. Apenas 11 Euros. Várias vinícolas oferecem grand crus nesta faixa de preço, mas não chegam nem próximo dessa qualidade.
  • Hugel et Fils3 rue de la Première Armée, +33 (0)389 47 92 15 – a mais famosa, uma das maiores da Alsácia e você paga o preço da fama. Mas os vinhos são bons e vale a visita assim mesmo.
  • Mittnacht-Klack8 rue de Tuileries, +33 (0)389 47 92 54 – Aqui um raro Muscat Schoenenbourg.
Ribeauvillé

Pracinha em Ribeauvillé. Foto de alh1.

Também muito procurada pelos turistas, a características dos terroirs de Ribeauvillé é a mineralidade dos vinhos, especialmente os Riesling. Vinícolas:

  • Maison Trimbach, 15, route de Bergheim +33 (0)389 73 60 30 – uma bodega excelente, que fabrica dois dos mais conceituados vinhos brancos do mundo, o Clos St. Hune (Rosacker) e o Cuvée Frédéric Emile (Geisberg and Osterberg). A vinícola data de 1626, uma das mais antigas da Alsácia.
  • André Kientzler, 50 route de Bergheim, +33 (0)389 73 67 10
  • Jean Sipp, 60 rue de la Fraternité, +33 (0)389 73 60 02
  • Joggerst et Fils, 19 Grand rue, +33 (0)389 73 65 45
Eguisheim

Foto de Roland Frenzel

Também uma das vilas medievais mais bonitas da França e uma das mais antigas da Alsácia, de 720 DC, talvez o berço da vinicultura na Alsácia. Com ruas estreitinhas e tem tantas flores, que está classificada na pontuação máxima, 4 flores no ranking de Villes et Villages Fleuris.

  • Leon Beyer, 1 rue de la Première Armée, + 33 (0)389 21 62 30 – uma das vinícolas top da Alsácia, com dois vinhos excepcionais, Gewurztraminer Cuvée des Comtes d´Eguisheim (Eichberg) e Riesling Cuvée Particulière (Pfersigberg), ultra seco. Parada obrigatória.
  • Bruno Sorg, 8 rue Monseigneur Stumpf, +33 (0)389 41 80 85 – vinhos secos excelentes
  • Paul Ginglinger, 8 place de Charles de Gaulle, +33 (0)389 41 44 25.
Colmar

Canais em Colmar. Foto: Luigi

Ponto turístico obrigatório, que sai da rota do vinho alguns poucos kilômetros. Aqui o objetivo é fazer turismo e degustar os vinhos em ótimos restaurantes, com o melhor da culinária alsaciana .  O centro histórico de Colmar é muito charmoso, especialmente esse bairro que está na foto, chamado Petite Venice. 1 dia é suficiente para conhecer Colmar, mas é preciso ficar à noite para jantar em um restaurante estrelado no guia michelin.

Quantos dias?

Como eu morei em Estrasburgo, fiz essa rota com todo o vagar. Mas pensando no tempo limitado de um turista, com tudo considerado penso que uma viagem de 1 semana é possível fazer a rota de vinhos, sendo 3 dias na rota dourada, 1 dia em Colmar e reserve 3 dias para conhecer Estrasburgo, que é a principal cidade, com meio milhão de habitantes e é a mais bela e interessante de toda a região. Para conhecer mais sobre Estrasburgo, leia os dois artigos que escrevi sobre lá:

Estrasburgo: Na Fronteira da História

Estrasburgo: Na Fronteira da Modernidade

Le Vin Nouveau

Uma a duas semanas depois da colheita, que acontece normalmente no mês de setembro, é possível experimentar uma prévia do que será o vinho daquela safra. É o chamado vin noveau, ou vinho novo. É o suco da uva macerada já ligeiramente fermentado que vira uma bebida gasosa. Só nessa época que se consegue tomar isso. E eu não deixei por menos e fiz um delicioso piquenique nos Vosges tomando o vin nouveau acompanhado de quiche lorraine e outras deliciosas tortas salgadas.

Le Vin de Glace

Há também na Alsácia um vinho raro de sobremesa, licoroso, com aroma concentrado e extraordinária acidez, feito com a Riesling ou Gewürztraminer colhida tardiamente no inverno, congelada no pé, uva passa. É o chamado Vin de Glace, também conhecido como Eiswein na Alemanha e Áustria e Icewine no Canadá.

Luigi Rotelli é engenheiro agrônomo.

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  197 Comentários para “A Rota de Vinhos e as Vilas Floridas da Alsácia”

Comentários (196) Pingbacks (1)
  1. Oi Luigi,

    Amei o seu site. Lindo, parabéns!
    Pretendo viajar para a Europa em outubro / 2017 com o meu esposo.
    Quero conhecer muitos lugares, mas vamos ficar um período na França e Itália.
    Na França ficarei alguns dias em Paris e quero também conhecer a região da Aláscia (Estrasburg e Colmar) e gostaria de conhecer a região das vinicolas.
    Não vamos alugar carro. É possível fazer estes passeios de transporte público? Ou fechar algum passeio na própria cidade?
    Pensei em ficar no máximo 3 dias em Estrasburg para fazer todos estes passeios.

    Aguardo resposta.

    Att,

    Lígia

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