mar 222011
 
Por Luigi

Queria homenagear o início do outono no hemisfério sul e resolvi fazer um tributo a uma música adorada por gerações: Autumn Leaves (Folhas de Outono). Coloquei ela em várias versões, vários sabores. Originalmente uma canção francesa de 1945, “Les feuilles mortes”, musica de Joseph Kosma e letra do poeta e roteirista Jacques Prévert, foi introduzida por Yves Montand em um filme de 1946, “Les Portes de la Nuit”, com roteiro do mesmo Jacques Prévert. A letra em si é um poema e a música virou um clássico do Jazz. Foi adaptada para o inglês e virou a música tema do filme “Autumn Leaves” (1956) com Joan Crawford, cantada por Nat King Cole.

Aqui começando em Jazz com o grande pianista americano Keith Jarret, o mestre da invenção e do improviso, em uma versão incrivelmente bela:

Keith Jarret – Autumn Leaves

Stanley Jordan

Depois uma fantástica, lendária e inesquecível performance de Stanley Jordan tocando duas guitarras ao mesmo tempo:

Yves Montand

E finalmente a música com o grande ator e cantor francês Yves Montand (1921 – 1991), nascido na toscana e nacionalizado francês, muito querido na França, um galã do cinema com uma extensa e importante filmografia.

Desde o início da carreira até o final fez vários filmes de forte conteúdo político como o “O Salário do Medo” de Henri-Georges Clouzot (1952); “Estado de Sítio”,  “A Confissão” e “Z” do diretor Costa-Gavras e será sempre lembrado pelos grandes clássicos como “Adorável Pecadora” de George Cukor (1960) com Marilyn Monroe, com quem teve um romance durante as filmagens; “Paris está em Chamas” de René Clement em 1966;  “Viver por Viver” de Claude Lelouch em 1967 e “Um Homem, uma Mulher e uma Noite”, de novo de Costa Gravas, com Romy Schneider. Ele viveu um longo casamento com a atriz Simone Signoret até a morte dela em 1985.

Yves Montand – Les Feuilles Mortes (Jacques Prévert – Joseph Kosma)

Aqui novinho, no filme “Paris é sempre Paris” (1951), comédia italo-francesa dirigido por Luciano Emmer:

E aqui de novo Yves Montand, já velho, em um show no L’Olympia. Ele começa recitando a música. Acompanhe com a letra mais abaixo:

Les Feuilles Mortes

Oh ! je voudrais tant que tu te souviennes
Des jours heureux où nous étions amis.
En ce temps-là la vie était plus belle,
Et le soleil plus brûlant qu’aujourd’hui.
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle.
Tu vois, je n’ai pas oublié…
Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Et le vent du nord les emporte
Dans la nuit froide de l’oubli.
Tu vois, je n’ai pas oublié
La chanson que tu me chantais.

C’est une chanson qui nous ressemble.
Toi, tu m’aimais et je t’aimais
Et nous vivions tous deux ensemble,
Toi qui m’aimais, moi qui t’aimais.
Mais la vie sépare ceux qui s’aiment,
Tout doucement, sans faire de bruit
Et la mer efface sur le sable
Les pas des amants désunis.

Les feuilles mortes se ramassent à la pelle,
Les souvenirs et les regrets aussi
Mais mon amour silencieux et fidèle
Sourit toujours et remercie la vie.
Je t’aimais tant, tu étais si jolie.
Comment veux-tu que je t’oublie ?
En ce temps-là, la vie était plus belle
Et le soleil plus brûlant qu’aujourd’hui.
Tu étais ma plus douce amie
Mais je n’ai que faire des regrets
Et la chanson que tu chantais,
Toujours, toujours je l’entendrai !

E para terminar a saga desta música belíssima, Nat King Cole:

Autumn Leaves

“The falling leaves
Drift by the window
The autumn leaves
Of red and gold

I see your lips
The summer kisses
The sunburned hands
I used to hold

Since you went away
The days grow long
And soon i’ll hear
Old winter’s song

But i miss you most of all
My darling
When autumn leaves
Start to fall”

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  3 Comentários para “Especial de Outono”

Comentários (3)
  1. Caríssimos! Sem palavras! Fantástico! Não creio que exista um point culture and intellectual capital tão belíssimo como este.
    Parabéns
    Mattos

  2. Preciosíssimas interpretações de Yves Montand, Nat King Cole, Keith Jarret e Stanley Jordan…
    Não me canso de ouvir, reouvir… Sempre!

  3. Belíssimo!!! Yves Montand em 1951 e Nat King Cole ao final,
    uma seleção primorosa, e já dizendo, histórica!

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