mar 252011
 
Por Sérgio
Cópia Fiel

Domingo à tarde, eu estava no Reserva Cultural da Paulista, em SP …. assisti 3 filmes excelentes sucessivamente: um deles, “Cópia Fiel”, é uma obra-prima (talvez não para qualquer gosto) que traz um verdadeiro jogo interpretativo em que o tema é o binômio original-cópia (dirigido por um iraniano, Abbas Kiarostami) e com a minha musa absoluta: Juliette Binoche … ela está cada vez mais linda com a idade (47 anos), e com um talento descomunal (no início ela tinha uma beleza fria, e agora a beleza dela é radiante, fulgurante), com uma interpretação absolutamente contagiante e empática com o espectador (melhor atriz em Cannes/2010 pelo filme) … com direito a belas imagens de um vilarejo da Toscana, Itália.

Na saída da sessão “psicanalítica”, ouvi uma voz conhecida: era o Contardo Calligaris, psicanalísta, escritor, articulista da Folha e cinéfilo … será que ele amou o filme como eu ?

Poesia

No outro filme, o belo e delicado “Poesia”, filme coreano (melhor roteiro em Cannes/2010), a avó, uma empregada doméstica sempre elegantemente vestida, cuida do neto deixado aos seus cuidados pela filha irresponsável, decide entrar em um grupo de estudo de poesia e começa a estudar a poesia que objetos triviais podem guardar … e tantos problemas ela tem que enfrentar, sozinha! … de vez em quando, joga badminton com o neto problemático em frente à casa, na rua …

Biutiful

O terceiro filme, “Biutiful”, é um filme duro, triste, trágico, realista, tocante mas sem concessões ao sentimentalismo fácil, um “tour-de-force” interpretativo do Javier Bardem … uma faceta de Barcelona desconhecida por muitos, como eu.

… e não choveu em SP (embora o “climatempo” anunciasse), mas estava um frio gostoso.

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