nov 072011
 
Dica de Alberto Sartorelli

 

Título Original– Dogville
Lançado em – 2003
Gênero – Drama
Duração – 178 minutos
Diretor – Lars Von Trier
Atores – Nicole Kidman, Paul Bettany, James Caan, Stellan Skarsgard, John Hurt
Países – Dinamarca, Suécia, Finlândia, França, Reino Unido, Alemanha, Holanda

Dogville é um filme rodado na Europa, com direção de Lars Von Trier. A história se passa numa vila chamada Dogville, no oeste dos Estados Unidos. O vilarejo tinha pouquíssimos habitantes, e era geograficamente isolado entre as Montanhas Rochosas, não sentindo os efeitos da Grande Depressão nos anos 20.
Todos em Dogville viviam acomodados e tinham pouco contato com o mundo exterior, exceto Tom (Paul Bettany), aspirante a escritor e filósofo, que pregava valores morais para os poucos moradores da vila.

Um dia, uma jovem chega a Dogville, fugindo de mafiosos. Tom lhe dá abrigo e, com esforço, consegue com que ela seja aceita na cidade e não denunciada, vendo nela a ilustração perfeita para suas palestras sobre a virtude da aceitação. Em troca, Grace (Nicole Kidman) fazia serviços aos moradores, que até então não precisavam de ajuda para realizar suas tarefas diárias.

Paul Bethany e Nicole Kidman em cena do filme Dogville

A trama, dividida em um prólogo e nove capítulos, vai perdendo o ar de felicidade bucólica e tomando forma densa e pesada.


Sempre que a polícia aparecia em busca da jovem, os habitantes de Dogville a encobriam, porém, em troca, ela deveria intensificar seu trabalho nas casas dos moradores. Explorada de corpo e alma, Grace ficava cada vez mais escrava da maldita cidade, prendendo-se a ideais do estoicismo, que se baseia numa vida sem emoção para evitar a dor, em oposição ao falso altruísmo que lhe foi oferecido.

Unindo características do teatro grego – instigar o espectador a desejar a violência nua e crua-, teatro caixa preta – um único cenários com todas as paredes pretas -, teatro do absurdo – atores interagindo com objetos imaginários –, cenário marcado no chão – demonstrando a onisciência de todos os habitantes no ambiente particular alheio –, e a ausência de fundo musical fazem de Dogville um ensaio sobre os valores morais vigentes na sociedade. Põe em dúvida as virtudes do ser humano, expondo suas fraquezas e máscaras. É uma obra que merece ser vista e pensada.

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  Um Comentário para “Dogville”

Comentários (1)
  1. Dogville é genial! Vale a pena ver Manderlay – com a Nicole Kidman, que é continuação desse, e Dançando no Escuro – com a Bjork, também!

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